Credores da MMX aprovam recuperação judicial

A MMX Sudeste, mineradora do empresário Eike Batista, conseguiu aprovar em assembleia geral de credores, nesta tarde, em Belo Horizonte (MG), o plano de recuperação judicial da companhia.

O plano foi aprovado por 77,91% dos credores quirografários (sem garantias) e por 100% dos credores trabalhistas.

Agora o plano de recuperação judicial da MMX Sudeste, controlada pela MMX S.A., empresa listada na BM&F Bovespa, precisará ser homologado pela juíza da 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, onde tramita o processo de recuperação judicial da MMX.

A expectativa de pessoas próximas da MMX é de que o plano seja homologado, uma vez que foi aprovado por ampla maioria de credores. A não aprovação pela Justiça levaria a empresa à falência.

Pelo plano, serão reestruturadas dívidas superiores a R$ 700 milhões. Isso não significa, porém, que a MMX vai pagar toda essa dívida. O plano consiste em vender ativos para cobrir parte dos débitos e, além disso, os credores terão de aceitar um desconto nos créditos que possuem.

Só os credores quirografários detém um total de créditos da ordem de R$ 740 milhões, sendo que 77,91% desse total (R$ 577,89 milhões) votaram a favor do plano.

Os credores de micro e pequenas empresas, com débitos menores, receberão os valores de forma integral. Essa foi uma mudança feita no plano que beneficiou micro e pequenas empresas.

Pelo plano, a trading Trafigura deve aportar um valor inicial de R$ 70 milhões para assumir o controle das minas de minério de ferro da MMX Sudeste na Serra Azul, na região metropolitana de Belo Horizonte. Esse dinheiro aportado pela Trafigura será usado para pagar credores da MMX. Também haverá vendas de fazendas e de terminais logísticos nos quais a MMX têm participação acionária.

A Trafigura já havia adquirido, no começo de 2014, o controle do Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ), que também pertencia à MMX.

 

Fonte – Uol Economia.

EIKE RESPONDE #2 – Pedro Cardoso, Votuporanga-SP

Mais um Eike Responde aqui no #EikeTudoPeloBrasil. Desta vez quem enviou a pergunta foi Pedro Cardoso, morador da cidade de Votuporanga, em São Paulo. Ele é empresário e se diz sobrecarregado com suas funções, típico momento em que trabalhamos muito e parece que nada funciona.

Eike-responde-Pedro-Cardoso---Votuporanga,-SP.

 

EIKE BATISTA – Pedro, fazer muitas coisas implica em ter muita disciplina. Uma boa maneira de diminuir o volume de tarefas é trazer bons sócios operadores ou sócios funcionários para dividi-las com você. Boa sorte!

 

EIKE RESPONDE #1 – Luiz Cláudio, Cascavel-PR

Muitas pessoas que acompanham o #EikeTudoPeloBrasil veem Eike Batista como uma referência nos negócios. Não por menos, pois Eike é, reconhecidamente, um dos maiores empreendedores do mundo. Desde o primeiro dia em que o movimento foi para o ar essas pessoas nos escrevem, geralmente procurando conselhos do próprio Eike Batista.

Os pedidos de vocês aqui são ordens, então uma vez por semana vamos selecionar perguntas para o Eike responder. Assim, na medida do possível, todo o conhecimento do empresário vai sendo transmitido através do #EikeTudoPeloBrasil.

Direto ao ponto, a pergunta da vez é do Luiz Cláudio, de Cascavel, no Paraná. Ela chegou em nossa caixa de e-mails (contato@eiketudopelobrasil.com.br) há um tempinho, mas achamos que o assunto é bem atual. Ou seja, achamos que a dúvida do Luiz pode ser a dúvida de muita gente no momento.

Eike-responde-Luiz-Cláudio---Cascavel,-PR.

EIKE BATISTA – Sim, a crise ainda irá piorar. Acredito, porém, que daqui a um ano o Brasil estará melhor.

É, pelo visto é bom a gente segurar as pontas por um tempo. Será uma atitude prudente! Mas lembrem-se de uma frase recente de Eike Batista: “Nos negócios, não prestou atenção, é como jacaré desatento: vira bolsa de madame”, então nada de cruzar os braços e esperar o tempo passar. É tempo de ter ideias!

Bom, é isso. Na próxima semana vamos escolher mais uma pergunta para o Eike responder. Enviem as de vocês para o contato@eiketudopelobrasil.com.br ou então mandem mensagens em nossa página do Facebook (não esqueçam de mencionam nome e cidade).

 

Defesa de Eike conta com parecer de ex-ministro do STJ

A defesa de Eike Batista nos processos nos quais ele é réu na Justiça Federal, acusado de crimes de uso de informação privilegiada e de manipulação de mercado, considera ter um elemento jurídico capaz de reforçar a tese de absolvição do empresário. A pedido dos advogados Ary Bergher e Rafael Mattos, representantes de Eike na ação penal, o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp elaborou um parecer, ainda não anexado ao processo, que dá “embasamento” aos argumentos da defesa. “O parecer demole a acusação e dá suporte ao nosso entendimento [de que Eike não praticou os crimes dos quais é acusado]”, disse Bergher ao Valor.

“A denúncia não preenche todos os requisitos legais para configurar os fins pretendidos, já que não descreve todas as condutas e circunstâncias necessárias para imputar a prática dos delitos ao acusado como manda a lei”, escreve Dipp nas conclusões do parecer jurídico ao qual o Valor teve acesso. No processo, os advogados de Eike discutem não só o mérito da acusação -se ele cometeu a manipulação de mercado e o chamado “insider trading” -, mas também questionam a competência da Justiça Federal para julgar o caso.

dipp
Gilson Dipp

Segundo Bergher, foi Dipp que criou as varas criminais especializadas em crimes de lavagem de dinheiro, contra o sistema financeiro nacional, corrupção e crime organizado. “Ele [Dipp] teve como um de seus alunos o juiz Sérgio Moro [responsável pela Operação Lava-Jato]”, disse Bergher. Com base nesse currículo, o jurista foi consultado pelos advogados de Eike a analisar as teses da acusação e da defesa na ação penal contra o empresário. Dipp formulou o parecer, o qual foi concluído no começo de julho. Diz o ex-ministro na conclusão: “(…) Do ponto de vista jurídico penal não se verifica pelos documentos fornecidos pelos consulentes, dentre eles a denúncia ofertada ao juízo da 3ª Vara Federal Criminal da Secção Judiciária do Rio de Janeiro e o processo administrativo em trâmite perante a CVM [Comissão de Valores Mobiliários], que o Sr. Eike Batista tenha praticado condutas que caracterizam os tipos penais previstos no artigo 27-C e 27-D, ambos da Lei 6.385/76 e, consequentemente, punível na esfera criminal.” A lei 6.385 criou a CVM e trata sobre o mercado de valores mobiliários. A reportagem tentou, mas não conseguiu falar com Dipp. Continue lendo