Empresa de Eike Batista sobe 41% na bolsa

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As ações da CCX, empresa de mineração de Eike Batista, registrava ganhos de mais de 41% na tarde desta segunda-feira, após a companhia anunciar a transferência de dois projetos para a Yildirim. Os papéis eram negociados por aproximadamente 7 reais.

Na sexta-feira, a companhia informou que a Agencia Nacional de Mineria da Colômbia (ANM) aprovou a transferência da concessão minerária GDI- 081 da CCX Colombia para a YCCX, controlada pela Yildirim.

A concessão minerária GDI-081 é referente ao Projeto de Mineração Subterrânea de San Juan e é o principal título minerário da CCX Colombia.

A empresa de Eike informou também que a Agência Nacional de Infraestrutura (ANI) da Colômbia deferiu o processo de transferência da concessão portuária referente ao Porto de Dibulla da CCX Colombia para a Puerto Bello Horizonte.

O comunicado afirmou ainda que a Diretoria da CCX foi autorizada, durante a reunião com o Conselho, “a praticar todos os atos necessários e/ou convenientes ao fechamento da Operação e transferência dos ativos minerários e correlatos para a YCCX.”

Por fim, a CCX disse que receberá 90 milhões de dólares pela YCCX, que somados aos 35 milhões de dólares já recebidos pela CCX Colombia, compõem o valor total referente à Operação de 125 milhões de dólares.

No ano, as ações da CCX acumulam ganhos de 270%.

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Fonte: Exame.

Justiça de Minas Gerais homologa plano de recuperação judicial da MMX

mmxserraA Justiça de Minas Gerais homologou o plano de recuperação judicial da MMX Sudeste, mineradora de Eike Batista. No fim de agosto, os credores da MMX, que têm ativos minerais e logísticos e fazendas em Minas Gerais, aprovaram em assembleia, por ampla maioria, o plano de recuperação judicial da mineradora de Eike.

O plano foi aprovado por 100% dos credores trabalhistas e por 90,08% dos credores quirografários (sem garantias) presentes à assembleia.

A juiza Patricia Santos Firmo, da 1ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), em Belo Horizonte, disse na decisão em que homologou o plano que, além de ter sido aprovado pelos credores, o plano da MMX Sudeste representa a “tentativa de preservação da atividade empresarial, atendendo sua função social, e o afastamento de todas as objeções”.

A trading Trafigura tornou-se peça-chave na aprovação do plano da MMX Sudeste ao propor injetar até R$ 260 milhões na empresa de Eike em quatro anos para assumir o controle dos ativos minerais da companhia e aumentar a produção de minério de ferro em duas minas da empresa de Eike até 2019. Do total previsto para ser investido pela Trafigura, R$ 70 milhões serão pagos à vista para assumir o controle das minas de Tico-Tico e Ipê, em Minas Gerais.

Fonte: Francisco Góes – Valor Econômico.

Eike nunca teve ingerência em contrato do Integra, diz defesa

foto10emp-111-subeike-b5Os advogados de Eike Batista divulgaram nota negando qualquer envolvimento do empresário nas denúncias feitas, em delação premiada da Operação Lava-Jato, pelo ex-diretor da OSX, Eduardo Musa. Na sua declaração, Musa disse ter havido “fraude” em licitação para duas plataformas (P-67 e P-70) envolvendo OSX e Mendes Junior, que formaram o consórcio Integra para disputar concorrência da Petrobras.

“(Eike) Jamais teve, em qualquer ocasião, ingerência sobre o contrato com a Petrobras no âmbito do consórcio Integra, nem teve qualquer papel ou ingerência a respeito de qualquer de seus fornecedores a qualquer título”, diz a nota assinada pelos advogados de Eike, Ary Bergher, Raphael Mattos e Darwin Corrêa.

Segundo a defesa de Eike, em agosto de 2012, a Mendes Júnior e a OSX assinaram com Tupi B.V., consórcio formado por Petrobras, BG Group e Petrogal Brasil, um contrato para construção do “topside” e integração de plataformas para a exploração do pré-sal da Bacia de Santos. O projeto abrangia a execução de um dos pacotes de módulos e da integração de duas unidades das plataformas P-67 e P-70.

“Pelas regras de governança do consórcio Integra, cabia exclusivamente à Mendes Júnior, enquanto majoritária e dotada da expertise de engenharia necessária ao projeto, sua gestão, incluindo a contratação de prestadores de serviços, equipamentos, acompanhamento de contratos e controles dos pagamentos realizados, bem como todo o relacionamento com a Petrobras. Quaisquer pagamentos efetuados pelos sócios da Integra no âmbito do consórcio eram definidos e determinados pela Mendes Júnior”, diz a nota da defesa de Eike.

Segundo os advogados de Eike, a Integra possui sede própria, e seus funcionários são pessoas contratadas pela Mendes Júnior e por ela diretamente geridos. “O acordo de sócios deixa bem claro, não só a obrigação de gestão da Mendes Júnior, como em sua cláusula sexta estabelece, no que se refere à Petrobras: ‘caberá à Mendes Júnior indicar um preposto da SPE [Integra] oriundo dos quadros da Mendes Júnior para assumir a responsabilidade pela interação e pelo fluxo de informações entre a SPE e a cliente e/ou a PETROBRAS, ou qualquer uma de suas afiliadas, no âmbito da execução pela SPE do contrato’.”

Fonte – Valor Econômico

OSX vai apurar denúncias de irregularidades

fpso-osx-1A empresa do setor naval OSX disse que decidiu instaurar procedimento interno para apurar denúncias de supostas irregularidades em operações envolvendo o consórcio Integra, no qual tem participação, após matérias na mídia afirmarem que a companhia participou do esquema de pagamentos de propinas na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

Segundo matérias da mídia, o ex-gerente da área Internacional da Petrobras Eduardo Musa, que fechou acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato, afirmou que houve pagamentos ilícitos na contratação da montagem de módulos de plataformas da Petrobras, em 2012, com a participação das empresas Mendes Júnior e OSX, reunidas no consórcio Integra. Musa trabalhou como diretor de construção naval da OSX.

“A administração da OSX reuniu-se na data de hoje (quarta-feira) e decidiu instaurar um procedimento interno para apurar, dentro de suas possibilidades, a veracidade dos fatos relatados”, disse a empresa em comunicado na noite de quarta-feira.

“A atual administração da OSX ressalta que conduz os negócios da companhia e de suas subsidiárias sempre em observância das melhores práticas de mercado e não coaduna com qualquer eventual prática de atos em desconformidade com a lei”, acrescentou.

A OSX, que tem o empresário Eike Batista como presidente do Conselho de Administração, possui participação indireta de 49 por cento no consórcio. De acordo com as reportagens na mídia, Musa não soube dizer se Eike sabia do pagamento de propinas.

Fonte – Época Negócios

MMX Sudeste Mineração aposta em negócio com Trafigura

serra-azul-mmx-mineracao-eike-batista-1365780898290_615x300Há um ano, a empresa de minério de ferro do ex-bilionário Eike Batista estava interrompendo a produção e enfrentando os credores em meio à queda dos preços. Agora, ela planeja voltar à tona com a ajuda da negociadora de commodities (matérias-primas) Trafigura Beheer BV.

A MMX Sudeste Mineração está vendendo seus ativos de mineração à Trafigura, que tem sede em Amsterdã, como parte de um plano de reestruturação, aprovado pelos credores, que representa cerca de R$ 800 milhões (US$ 207 milhões) em dívidas, disse Ricardo Werneck, que dirige a empresa-mãe MMX Mineração e Metálicos SA, em entrevista.

A unidade também espera obter cerca de R$ 70 milhões com a venda de ativos de logística e fazendas, permitindo que os credores recuperem cerca de 30% do valor de seus créditos, disse ele.

“Não existe opção melhor; a alternativa é o fracasso da empresa”, disse Werneck, 44. “A Trafigura é parte importante” do plano de recuperação, disse ele.

A MMX, que Eike listou em bolsa em 2006 quando o superciclo das commodities estava a todo vapor, interrompeu as operações em sua única unidade produtora em agosto de 2014 depois que o valor do ingrediente usado na fabricação do aço despencou e as dívidas se acumularam.

Em outubro, a MMX Sudeste, unidade que detém a maior parte dos ativos da empresa, entrou com pedido de recuperação judicial. Após meses de atrasos e negociações, os credores aprovaram no dia 28 de agosto um plano para recuperar a empresa.

Como parte da proposta, a Trafigura comprará dois ativos de mineração e processamento de minério de ferro no estado de Minas Gerais, no sudeste do Brasil, por cerca de R$ 140 milhões.

Os credores também terão a opção de continuar como acionistas minoritários dos ativos, disse Werneck. A empresa espera cumprir um conjunto de condições, incluindo a resolução de um litígio com a operadora ferroviária MRS Logística, até o final do ano.

Esse não é o primeiro negócio que a Trafigura fecha com a MMX. Juntamente com a Mubadala Development, um fundo soberano de investimento de Abu Dhabi, a trader comprou de Eike Batista, no ano passado, uma participação controladora em um projeto portuário para movimentação de minério de ferro no estado do Rio.

A instalação carregou em agosto o primeiro navio de minério de ferro de 80 mil toneladas com destino à China e espera entregar um segundo carregamento neste mês.

A Trafigura preferiu não comentar sobre seus negócios com a MMX. A empresa disse no mês passado que a aquisição de ativos é “uma oportunidade de expandir seus negócios, assim como complementar o investimento conjunto com a Mubadala no porto Sudeste”.

 

Missão Impossível 2

Com a expectativa de que a venda de ativo seja finalizada até o final do ano, a MMX está trabalhando também na reestruturação de dívida mantida pela empresa-mãe, cujas obrigações incluem um empréstimo da International Business Machines Corp., disse Werneck na entrevista.

“Agora temos uma segunda etapa, Missão Impossível 2, que é implementar esse plano”, disse ele. “Nós vamos trabalhar para ter uma empresa enxuta, reestruturada, com dinheiro suficiente para sobreviver até, digamos, julho de 2017″.

“No fim, o Eike terá essa empresa de volta e poderá decidir se deve investir em mineração novamente, porque ele é um empreendedor de coração”.

 

Fonte: Uol Economia

Trafigura compra minas de ferro da MMX e embarca primeiro navio no RJ

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A trading suíça Trafigura informou nesta quarta-feira que fechou acordo para comprar duas minas de minério de ferro da MMX Sudeste, fundada pelo empresário Eike Batista e em processo de recuperação judicial.

A Trafigura não informou o valor do negócio, mas disse em um email que irá adquirir os ativos de mineração e processamento de minério de ferro de Tico-Tico e Ipê, que têm capacidade para produzir 6 milhões de toneladas por ano, segundo o site da MMX.

O negócio marca uma nova expansão da atuação da Trafigura no negócio de minério de ferro, além da atuação no comércio da commodity.

A Trafigura disse ainda que o Porto Sudeste, no litoral do Rio de Janeiro, que ela controla junto com o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, fez seu primeiro carregamento de minério de ferro esta semana, após um longo atraso nas operações devido a problemas de licenciamento.

As minas da MMX, em Minas Gerais, estão conectadas ao Porto Sudeste por ferrovia.

A mineradora entrou com pedido de recuperação judicial no ano passado, seguindo caminho de outras empresas do grupo criado por Eike no setor de energia, construção de navios e produção de petróleo, que sofreram um gigantesco colapso em meio a metas de operação não cumpridas e dívidas crescentes.

A Trafigura disse que um segundo carregamento de minério está previsto para setembro.

O Porto Sudeste tem atualmente capacidade para carregar 25 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A Trafigura planeja elevar a capacidade para 50 milhões de toneladas anuais até o fim deste ano.

Fonte: Stephen Eisenhammer – Reuters Brasil

Vice-presidente do BNDES diz que banco tem retorno positivo para empresas brasileiras

O vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Wagner Bittencourt, fez rápida apresentação de seu currículo e atuação no banco de fomento, onde trabalha desde 1975 e ocupa a vice-presidência desde 2013. Ele depõe nesta terça-feira, 1, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES da Câmara dos Deputados na condição de testemunha. “O BNDES é uma instituição que tem resultado muito positivo e também tem retorno positivo para empresas brasileiras”, disse aos parlamentares.

A diretora de Comércio Exterior do BNDES, Luciene Ferreira Monteiro Machado, começou a fazer uma exposição sobre a atuação de sua diretoria do banco, mas foi interrompida por deputados que pediram para ela não repetir a apresentação feita na semana passada à CPI pelo presidente do banco, Luciano Coutinho.

“Se o Brasil não dispor desse tipo de apoio à exportação, as empresas brasileiras não terão sucesso no exterior. No caso da exportação de serviços de engenharia, além da construtora beneficiamos centenas de fornecedoras nacionais de menor porte”, defendeu Luciene.

 

Lava Jato

Bittencourt disse também que o banco de fomento ainda não alterou as condições de contratos com nenhuma das empresas afetadas pela Operação Lava Jato. Na semana passada, Coutinho afirmou que a instituição financeira revê a situação cadastral das companhias envolvidas no escândalo de corrupção.

À CPI, Bittencourt afirmou que a avaliação de risco feita pelo banco é muito “firme”, por isso a instituição teria a menor taxa de inadimplência do mercado. Segundo ele, mesmo considerando os dados de renegociações, a falta de pagamentos no BNDES ainda é a mais baixa do Sistema Financeiro Nacional.

“Mas renegociações não são inadimplência”, frisou. “O banco tem que ter flexibilidade para ajustes em financiamentos em função de necessidades de projetos que estão sujeitos a atrasos”, argumentou. Bittencourt lembrou que o BNDES também é mais restritivo que outros bancos na questão da inadimplência, avaliando como inadimplentes atrasos de 30 dias, enquanto o resto do mercado usa o parâmetro de 90 dias.

Repetindo o que Coutinho disse à CPI na semana passada, o vice-presidente do BNDES respondeu aos deputados que a instituição não teve prejuízos com financiamentos dados a empresas do Grupo X, do empresário Eike Batista. De acordo com Bittencourt, os novos investidores das companhias do grupo assumiram os compromissos com o banco de fomento.

 

Porto de Mariel

Em depoimento à CPI, Luciene explicou aos deputados que o prazo de 25 anos dado pelo banco de fomento para que Cuba pague pelo financiamento aos serviços de engenharia brasileiros empregados na construção do Porto de Mariel foi adequado ao prazo de retorno do empreendimento cubano.

“No caso do Porto de Mariel, há um prazo de cinco anos para construção e um prazo longo de maturação. Assim como no caso das usinas do Rio Madeira, o BNDES alongou o prazo do financiamento. Isso é feito em 100% dos casos”, argumentou ela. “Não houve nenhum atraso nos pagamentos nessa operação”, completou.

Luciene também informou que, quando o devedor do banco é um Estado soberano, como no caso de Cuba, um seguro cobre o risco político da operação, e essa cobertura é aprovada pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores (ABGF) e inclusive pelos ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A diretora voltou a dizer que as operações de exportação de serviços de engenharia, como é o caso do financiamento ao porto cubano, beneficiam um conjunto de fornecedores nacionais que podem ser agregados em uma operação comercial internacional. “Estamos cumprindo nossos objetivos com o retorno de todos os recursos empregados, porque temos inadimplência zero nessa carteira”, acrescentou.

 

Fonte: Agência Estado.