Trafigura compra minas de ferro da MMX e embarca primeiro navio no RJ

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A trading suíça Trafigura informou nesta quarta-feira que fechou acordo para comprar duas minas de minério de ferro da MMX Sudeste, fundada pelo empresário Eike Batista e em processo de recuperação judicial.

A Trafigura não informou o valor do negócio, mas disse em um email que irá adquirir os ativos de mineração e processamento de minério de ferro de Tico-Tico e Ipê, que têm capacidade para produzir 6 milhões de toneladas por ano, segundo o site da MMX.

O negócio marca uma nova expansão da atuação da Trafigura no negócio de minério de ferro, além da atuação no comércio da commodity.

A Trafigura disse ainda que o Porto Sudeste, no litoral do Rio de Janeiro, que ela controla junto com o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, fez seu primeiro carregamento de minério de ferro esta semana, após um longo atraso nas operações devido a problemas de licenciamento.

As minas da MMX, em Minas Gerais, estão conectadas ao Porto Sudeste por ferrovia.

A mineradora entrou com pedido de recuperação judicial no ano passado, seguindo caminho de outras empresas do grupo criado por Eike no setor de energia, construção de navios e produção de petróleo, que sofreram um gigantesco colapso em meio a metas de operação não cumpridas e dívidas crescentes.

A Trafigura disse que um segundo carregamento de minério está previsto para setembro.

O Porto Sudeste tem atualmente capacidade para carregar 25 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A Trafigura planeja elevar a capacidade para 50 milhões de toneladas anuais até o fim deste ano.

Fonte: Stephen Eisenhammer – Reuters Brasil

Porto do Açu terá base offshore com quase 600 mil m² após expansão

Divulgação - Prumo Logística
Divulgação – Prumo Logística

A Prumo, empresa que desenvolve o Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, divulgou, nesta segunda-feira (22), que a empresa americana Edison Chouest exerceu as duas últimas opções de aumento de sua área, localizada no Terminal 2 (T2). Estas opções de expansão, estabelecidas no contrato assinado em abril do ano passado, venciam em outubro de 2015 e foram antecipadas.

Além das opções exercidas, a empresa também decidiu contratar mais 40 metros de cais para sua área. Com isso, a área total da Edison Chouest no Porto do Açu passa a ser de 597.400 m², com 1.030 metros de frente de cais. No local, a empresa está construindo uma unidade com 15 berços para atracação, além de um estaleiro para reparo de suas próprias embarcações – mas que pode atender terceiros no futuro. A previsão é que a unidade movimente 10.800 embarcações por ano.

Com a ampliação da Chouest, que está investindo R$ 950 milhões na unidade, o canal do Terminal 2 conta agora com mais de 3 Km de cais ocupados, o que representa cerca de 70% da área molhada, incluindo as áreas reservadas.

“O Açu já é uma realidade. Estamos antecipando a opção que somente teríamos que exercer em outubro para poder acelerar nossas obras. Após o contrato com a Petrobras, tivemos uma forte procura das empresas internacionais e estamos muito avançados nas negociações. Nossa unidade, que será a maior base de apoio offshore do mundo, poderá atender com eficiência e rapidez aos nossos clientes”, afirma Ricardo Chagas, diretor para América Latina do Grupo Chouest e Presidente da Brasil Port.

“O início da operação e o anúncio da Petrobras no Açu criaram uma dinâmica diferente nas nossas conversas. A Edison Chouest é a líder no setor de apoio offshore e a visão que ela teve sobre o porto há mais de um ano mostra porque ela está à frente do mercado. É mais uma prova de que o Porto do Açu será o principal polo para o setor de O&G”, diz Eduardo Parente, presidente da Prumo.

Fonte: G1.

OSX reverte prejuízo em lucro de R$ 169 milhões no 1° trimestre

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Em recuperação judicial, a empresa de construção naval OSX Brasil (OSXB3), de Eike Batista, conseguiu reverter R$ 2,42 bilhões de prejuízo no primeiro trimestre de 2014 em lucro líquido de R$ 168,9 milhões entre os meses de janeiro a março deste ano.

A companhia registrou receita operacional líquida no trimestre de R$ 275,1 milhões, contra R$ 118 milhões no mesmo período do ano passado, crescimento de 133%.

Fonte: Infomoney.

Petrobras inicia operação no Superporto do Açu em novembro

A Petrobras já contratou e deverá começar a operar em novembro a operação portuária no Porto do Açu – idealizado pelo ex-bilionário Eike Batista e hoje controlado por um fundo americano. O terminal atualmente é administrado pela empresa Prumo Logística (ex-LLX) e a estatal usará uma área operada pela empresa Edson Chouest Offshore. O contrato, estimado em R$ 3 bilhões, foi formalizado em abril, após a estatal derrubar uma decisão liminar da Justiça, em novembro, que suspendia a licitação.

O contrato prevê a utilização de seis braços de atracação, utilizados de forma simultânea para a retirada de cargas das embarcações de apoio à produção de óleo e gás na Bacia de Campos e do Espírito Santo, segundo a própria estatal. O contrato tem duração de 15 anos, com possibilidade de renovação.

“É um projeto já assinado com a Petrobras há dois ou três meses, mas que não divulgamos em função da questão judicial”, informou o CEO da Prumo, Eduardo Parente, responsável pela gestão do terminal do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. “A operação será iniciada no segundo semestre, com previsão para novembro”, completou.

Em novembro, a licitação da Petrobras foi suspensa por decisão judicial. A prefeitura de Macaé, tradicional porto para operações logísticas da estatal, abriu processo contra a realização do certame, alegando que o processo havia sido direcionado para beneficiar o terminal do Açu.

De acordo com a decisão da 2ª Vara Cível de Macaé, a licitação estabelecia “índice de custos operacionais sem justificativa técnica” o que seria prejudicial à competição de outras empresas. A decisão liminar, entretanto, foi cassada após recurso da estatal. Fontes do mercado indicam que ao menos outras três empresas participaram da concorrência. A ECO teria apresentado a proposta mais barata entre as participantes.

De acordo com a Petrobras, a licitação previa um critério de ponderação para julgar o valor das propostas considerando a localização dos terminais “de forma que se obtenha o menor custo logístico global ao longo do contrato”. A decisão beneficiaria o Porto do Açu, localizada a cerca de 130 km da bacia de Campos – pouco mais que a metade da distância para Macaé.

A Edson Chouest Offshore (ECO) tem área arrendada superior a 400 mil metros quadrados, sendo mais de 500 metros de cais. As obras já foram iniciadas com custo estimado de US$ 950 milhões. O projeto ainda prevê um dique flutuante com capacidade para atender até 15 embarcações de apoio, simultaneamente.

A Prumo tem entre seus acionistas Eike Batista, criadorr do negócio, tocado pela empresa LLX. Com a derrocada do seu grupo, o empresário vendeu a empresa em 2013 para o fundo americano EIG, e deixou o controle acionário. Á época, a possibilidade de uso do terminal pela Petrobras circulava no mercado como uma alternativa de apoio ao empreendimento.

Fonte: Agência Estado.

Eike fala sobre o Superporto do Açu em entrevista para Marília Gabriela

São fascinantes as realizações de Eike Batista no Brasil, mas uma que chama bastante atenção é a do Superporto do Açu. Há quase dois meses, logo no início do #EikeTudoPeloBrasil, fizemos uma série de entrevistas com Roberto Hukai, Engenheiro nuclear e Professor do Instituto de Energia Eletrotécnica da USP. O especialista explicou em detalhes as dimensões do porto, que é um dos principais investimentos em infraestrutura portuária das Américas.

Apesar disto, muitos leitores do #EikeTudoPeloBrasil seguem curiosos quanto ao empreendimento, e isso nos fez buscar uma explicação sobre o Superporto do Açu dada pelo próprio Eike Batista em entrevista para a jornalista Marília Gabriela. O vídeo não é atual, mas nele Eike explica a importância de uma área planejada especificamente para “abraçar” um porto, que é a porta de entrada e saída de produtos e por isso muito importante para o desenvolvimento do país.

 


Terminal de transbordo de petróleo do Super Porto do Açu deve gerar R$ 100 milhões por ano

Rio – O gargalo logístico do setor de petróleo é um dos motivos pelos quais a Prumo Logística Global se esforça para virar o jogo no Porto do Açu, gigantesco empreendimento desenvolvido por Eike Batista em São João da Barra, que viveu tempos sombrios após a implosão do Império X. Em fase final de obras, o terminal de transbordo de petróleo tem início de operações previsto para o ano que vem, contribuindo com uma receita anual de até R$ 100 milhões para o projeto. Com os recursos, a empresa passa a gerar caixa suficiente para começar a reduzir sua dívida de R$ 3 bilhões. “É o nosso grande pulo do gato”, diz o presidente da empresa, Eduardo Parente.

Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

“Cliente óbvio” do porto, nas palavras de Parente, a indústria do petróleo desponta como a atividade com maior potencial de crescimento neste momento, uma vez que o projetado polo siderúrgico caiu por terra após a crise internacional. Os clientes instalados garantem à Prumo uma receita anual de R$ 100 milhões com aluguel. Já o terminal de minério, em funcionamento desde outubro do ano passado, acrescenta R$ 300 milhões. “Fazendo uma conta absolutamente de padaria, começamos a poder pagar dívida na hora em que passarmos de R$ 400 milhões em receita. E a gente já vê isso acontecendo no curto prazo”, diz Parente.

A perspectiva reside na projeção de receita de R$100 milhões com o terminal de transbordo de petróleo, operação conhecida como ‘ship to ship’, que consiste em passar a produção de navios aliviadores (que retiram o óleo das plataformas) para grandes petroleiros, que levam a o óleo bruto para exportação. O gargalo na infraestrutura para este tipo de operação leva parceiras da Petrobras no pré-sal, como a BG, ao Uruguai, em uma viagem que dura três ou quatro dias a mais em cada trecho. Este mês, o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Inea) revogou a licença para operações ‘ship to ship’ em Angra dos Reis, reduzindo ainda mais a capacidade brasileira.

No porto, o vaivém de caminhões carregados indica que o pior da crise, que chegou a paralisar quase completamente as obras em 2013, está passando. As grandes obras de infraestrutura devem ser concluídas este ano, gerando um alívio de caixa na empresa, após investimentos já realizados de R$ 7,6 bilhões.

O orçamento de 2015 prevê investimentos de R$ 1 bilhão, quase metade do ano passado, parte em execução física e parte para o pagamento de fornecedores que tiveram que desmobilizar pessoal e equipamentos durante o período crítico. “O risco do negócio é hoje bem menor”, diz o executivo.

 

5 MINUTOS COM:

EDUARDO PARENTE, presidente da Prumo

Qual a previsão de conclusão das obras?
Não vai acabar nunca. Se olharmos o Porto de Tubarão, que é do início dos anos 70, há obras até hoje. E vai continuar. A infraestrutura básica, o grande gasto de capital para botar de pé, para a gente conseguir operar, está praticamente pronta.

O porto já começa a gerar receita. Há alguma previsão de chegar a fluxo de caixa positivo?
Estamos em uma situação bem mais confortável. O terminal de transbordo de petróleo não opera este ano ainda, mas esperamos ter boas notícias de contratos de longo prazo em breve. Na hora em que o porto está pronto, a situação comercial fica muito mais simples.

A evolução financeira do projeto é comum para um empreendimento deste porte ou foi prejudicada pela crise?
Difícil encontrar um projeto deste porte para comparar. Tem projetos grandes, como Belo Monte e a duplicação de Carajás, mas um projeto de uso público financiado com capital privado não tem. As pessoas comparam com Suape, mas é uma realidade muito diferente.

 

Fonte: O Dia

Economia mundial x Portos

Ao longo desta semana o “ESPECIAL AÇU” serviu para mostrar a importância do Superporto do Açu para o Brasil e também para os brasileiros. Dentre muitos assuntos e fatos curiosos, Roberto Hukai, especialista no assunto, falou sobre agricultura, retrologística e até mesmo sobre benefícios futuros. Nesta sexta-feira, para fechar o especial com chave de ouro, o Engenheiro Nuclear e Professor do Instituto de Energia Eletrotécnica da USP, volta para resumir suas “aulas” sobre uma das maiores realizações do empresário Eike Batista. Veja abaixo!

 


 

Veja todos os episódios do “ESPECIAL AÇU”:

Episódio 1: Terra, sol e água: qual é a relação com o Açu?
Episódio 2: Pai de Eike leva “susto” com o Superporto do Açu
Episódio 3: A retrologística do Superporto do Açu
Episódio 4: O futuro do Superporto do Açu

 

Gostou do “ESPECIAL AÇU”? Ficou com alguma dúvida? Escreva para contato@eiketudopelobrasil.com.br e tentaremos uma “aula extra” com o Professor Roberto Hukai.

O futuro do Superporto do Açu

No penúltimo capítulo da série ESPECIAL AÇU, Roberto Hukai fala sobre o futuro do Superporto do Açu. Como estará esta realização de Eike Batista daqui a alguns anos?

 

ESPECIAL SUPERPORTO DO AÇU:

Episódio 1: Terra, sol e água: qual é a relação com o Açu?
Episódio 2: Pai de Eike leva “susto” com o Superporto do Açu
Episódio 3: A retrologística do Superporto do Açu

 

O Engenheiro nuclear e Professor do Instituto de Energia Eletrotécnica da USP explica que grandes especialistas no assunto se espantam com tamanha capacidade:

“O presidente do Porto de Rotterdam viu a realização do Eike em Açu e disse: ‘caramba, isso vai ser o Rotterdam dos trópicos.’ Na verdade a área do Superporto do Açu é maior do que de Rotterdam. No futuro vai haver cerca de 250 mil pessoas morando naquela área”, disse Hukai.

Sob o aspecto de geração de empregos, Hukai explica que o Superporto do Açu tem um potencial enorme. Localizado em São João da Barra, Rio de Janeiro, o porto conta com uma retrologística bastante favorável. Em Açu, por exemplo, não acontece o estrangulamento de transportes terrestres e marítimos como em outros portos brasileiros.

“O grande futuro do Atlântico Sul em termos de navegação está centrado no Superporto do Açu. É o ponto de onde vão partir as grandes importações e exportações brasileiras”, finalizou.



Até sexta-feira mais vídeos com curiosidades importantes sobre o Superporto do Açu serão postados aqui no #EikeTudoPeloBrasil. Fiquem ligados!

Curiosidades do Açu: capítulo 1

super-porto-do-acuEm sua última “visita” ao #EikeTudoPeloBrasil, Roberto Hukai, Engenheiro nuclear e Professor do Instituto de Energia Eletrotécnica da USP, revelou uma curiosidade sobre o lado humano de Eike Batista. Nesta segunda-feira Hukai está de volta ao site, mas, desta vez, para uma série de cinco capítulos diários que vai explicar a importância do Superporto do Açu para os brasileiros.

No primeiro vídeo, Roberto Hukai fala que o Brasil é um país privilegiado, riquíssimo em três elementos muito importantes: terra, sol e água. No entanto, o que isso tem a ver com o Superporto do Açu?

A resposta, segundo Hukai, é bem simples: “temos um potencial de produção agrícola muito grande, mas do que adianta produzir em grande escala se não há como exportar? É como fazer bolos e não tirá-los do forno. Quem irá comê-los? O Brasil deveria contar com muito mais portos, afinal de contas é um país com dimensões continentais. O Superporto do Açu é uma realização de Eike Batista, uma realização privada, e tem um potencial enorme de embarque e desembarque”, explicou.

Veja a explicação mais detalhada no vídeo abaixo:




Até sexta-feira mais vídeos com curiosidades importantes sobre o Superporto do Açu serão postados aqui no #EikeTudoPeloBrasil. Fiquem ligados!